
História da Cidade
Cume da via manhã de Sol
No inicio do século XVIII, depois de parcialmente pacificados,
os índios da etnia Kanindé ,
habitantes ancestrais da
área, permitiram os primeiros
assentamentos de homens brancos ao
longo dos rios Banabuiu e Sitiá.
Como aconteceu com outras nações
indígenas poucas décadas depois as tribos
na região que hoje é conhecida por sertão
central foram praticamente extintas. Com
elas desapareceu também o significado
da palavra Quixadá, apenas a sua origem
parece certa, já que na área onde hoje
se encontra a cidade existiu uma tribo
de índios conhecidos por Quixaras ou
Quixadás. Esses assentamentos eram
pouco mais que acampamentos provisórios
próximos a locais com água para o gado,
que os colonos traziam consigo. Eles
utilizaram as trilhas já existentes, criadas
pelos índios ao longo dos séculos. Com
o tempo os assentamentos foram se
transformando em fazendas e por volta de
1755 o aracatiense José de Barros Ferreira
edificou curral, casas de morada e capela,
onde hoje se encontra a igreja Matriz, em
suas terras denominadas Sítio Quixedá,
essa fazenda de gado prosperou, se tornou
distrito do município de Quixeramobim e
deu origem ao que viria a ser a cidade de
Quixadá.
Além do gado os colonos trouxeram
o cultivo do algodão que atraiu mais
gente e gerou riqueza para a região. Em
1870 Quixadá foi elevado a condição de
vila sendo desmembrado da cidade de
Quixeramobim e finalmente em 1889 atingiu
a condição de cidade. No final do século
XIX essa riqueza permitiu a construção
da estrada de ferro que escoava a
produção algodoeira, trazia insumos e
materiais para as cidades incipientes.
Por ordem do imperador Dom Pedro
II foi iniciada a construção do açude
do Cedro no final do século XIX, que
perenizava o rio Sitia e mitigava o
problema recorrente de secas prolongadas
que assolam o sertão! Na
virada para o século XX a população estimada de
Quixadá era de 30 mil pessoas. A região
progrediu com o algodão, chamado
de “ouro branco” até meados dos
anos 1970 quando a queda de preço
do produto no mercado internacional
e o besouro bicudo acabaram com a
lucrativa produção. Por duas décadas
a cidade sofreu economicamente e
chegou a diminuir perdendo parte de
sua população, mas desde o final dos
anos 90 graças a sua posição central
no estado, (sendo por isso também
conhecida como “o coração do Ceará”)
e a estabilização
do país, a cidade vem passando
por um novo ciclo de crescimento
fundamentado no setor de serviços,
principalmente a área comercial e de
educação.
Hoje Quixadá conta com 6 instituições
universitárias e colhe os frutos de ser
o principal centro comercial e maior
cidade de toda a região do sertão
central